Entrevista - FILHOS DA CIÇA Casting da Hell Yeah Music Company

  • 06/07/2022
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Entrevista - FILHOS DA CIÇA Casting da Hell Yeah Music Company

Entrevista - FILHOS DA CIÇA Casting da Hell Yeah Music Company

Na estrada há cerca de quatro anos, o grupo formado por Zé Roberto Barbosa (guitarra e voz), Robson Soares (baixo e voz) e Guilherme Sala (bateria), sempre sentiu que precisava criar seu próprio som. “Nós vimos que não tinha mais tanto sentido em continuar fazendo cover e cada vez mais sentíamos a necessidade de fazer o trabalho autoral”, comenta Robson. A banda lançou em 2019 o EP “Quero Fugir”, contando com quatro faixas que transitam entre o Soul, Blues-Rock, Funk-Rock, chegando a flertar com o Jazz. Agora, em seu próximo trabalho, “Roxo”, previsto ainda para 2022, a banda inicia uma trilogia de álbuns, cada um com uma sonoridade e cor específica, fazendo alusão à sinestesia sonora. Ao todo, o álbum conta com sete faixas que transitam entre o pop rock, funk-rock, blues e heavy metal, produzido e gravado pelo estúdio Maestrya e antecipado pelo lançamento recente do single e videoclipe de “Cartomante”.

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Formação

Robson Soares

Zé Barbosa

Vocal e Guitarra

Guilherme Sala

Confira abaixo a nossa entrevista com a banda:


1-Como surgiu a banda?
(
Robson) Eu e o Zé nos conhecemos na banda Vime 3x4, que tocavam músicas da MPB mas sentíamos a necessidade de tocar outros sons voltados para o rock, até que em 2015 nos juntamos com mais um baterista com a proposta de power trio, tocando uns covers e experimentando nossas primeiras composições.
(Zé) Bom, dois terços da banda Filhos da Ciça, o Robson e eu, veio de uma outra formação que se chamava vime 3x4 voltada para a MPB, mas também para tipos de sonoridades mais regionais. O fato de já ter uma afinidade tocando juntos foi o pontapé para começarmos a pensar na interpretação de músicas que gostaríamos de fazer (na época tocávamos apenas cover). Logo após isso começamos a pensar em composições e estamos aí.
(Gui) Eu já tocava em duas bandas na época (Mocambo Groove e Kinoglass) , acabou que quando soube que eles queriam um batera, eu enchi tanto o saco, mas tanto, que eles cederam a vaga para eu entrar. Claro, rolê aqui, breja acolá ajudaram bastante nas argumentações hehe.

2-Há quanto tempo vocês estão na estrada?
(Robson) Tirando o pequeno hiato que tivemos entre 2015 e 2017, estamos na estrada por volta de 5 anos, compondo, gravando e tocando por aí.
(Zé) Contamos que o começo da banda foi em 2015, então são sete anos. Entre alguns momentos de não estar tocando, que foi entre 2015 e 2017. Mas parece que não reconheço esse tempo como hiato, olhando para trás parece que foi tudo interligado.
(Gui) Quando entrei já era 2018/2019, não peguei esse hiato, mas mesmo antes da amizade com eles já tinha visto eles tocarem. Mas desde que entrei o trabalho tem sido bem produtivo.

3-Todos os integrantes são os mesmos desde o início do grupo?
(Robson) Apenas eu e o Zé estamos desde o início, o Gui se juntou a nós - grazadeux -no ano de 2019, antes passaram pela banda outros dois bateristas que, por desencontros, deixaram a banda.
(Zé)Gui, baterista, é o mais novo da banda, entrou em 2019. O Robs e eu estamos desde o começo.
(Gui) Exato, sou o caçula e talvez o mais chato do grupo também kkkkkkk

4-De onde vocês vieram?
(Robson) Somos do Oeste Paulista.
(Zé) Região de presidente prudente
(Gui) Vou falar interior de São Paulo só para diferir as respostas anteriores kkkkk

5-Como está sendo a volta aos shows?
(Robson) Tem sido como voltar a andar de bicicleta - piegas - , você pensa que desaprendeu, sente medo, dá umas desequilibradas, mas depois pega o ritmo e “lasca o reio” no público. É maravilhoso poder voltar a tocar pra gente, e não para telas e computador.
(Zé) Apesar da frequência baixa de shows por conta da região e de vários outros fatores, está sendo muito gratificante essa volta. Apesar de termos feito vários trabalhos nesse tempo de pandemia, o palco é o que move a gente como banda. Até na gravação do disco que está por sair (enquanto respondo isso ainda não saiu), a questão dos arranjos sempre foi discutida sobre como faríamos isso aí vivo. Ou seja, o palco é onde a gente quer estar.
(Gui) Em poucas palavras, trás de volta um pouco de sentido pra vida, coisa que a pandemia de forma angustiante arrancava da gente pouco a pouco. VIVA O SUS.

6-O que fizeram na pandemia?
(Robson) Nesse período participamos de editais municipais e nacionais, onde produzimos show digitais e lives, mas principalmente nos dedicamos para trabalhar a identidade visual e demais produções da banda, além de compor, produzir e gravar nosso novo disco que está por vir, o “Roxo”.(Zé) Basicamente tudo o que qualquer artista independente fez, se lascou muito e trabalhou tanto quanto, para que quando tudo isso acabasse tivesse muita coisa pronta, pra voltar com tudo. Lives, editais e gravações, tudo isso fez parte da nossa vida como banda na pandemia.

7-Conte um vexame que você passou em algum show?
(Robson) Houve uma vez em que estávamos começando a tocar em casas de show e bares, que uma garçonete, sem motivo aparente, começou a falar mal de nós para os clientes nas mesas, e nisso recebemos recadinhos muito hostis como “Não sabe tocar legião? se mata!”
(Zé) Essa história do bilhetinho é chocante, não sei se encaixa no quesito vexame, mas foi bem pesada a situação.
(Gui) Vexame como esse ainda não presenciei, mas não tocar Legião deve ser lei federal hahahaha

8-O que foi mais difícil que tiveram que enfrentar com a banda?
(Robson) Acho que a pandemia, que nos impediu de colocar nosso EP, “Quero Fugir”, na estrada, pois tínhamos acabado de lançar ele em dezembro de 2019, além de não podemos nos ver ou tocar por um bom tempo.
(Zé) Pandemia, com toda certeza. Tínhamos vários planos com o som que tínhamos acabado de lançar, aí o balde de água fria. Como banda não sentimos muito o peso, foi mais a frustração de não poder entregar nosso trampo para mais pessoas.
(Gui) Enfrentar a pandemia em todos os lados foi bem pesado, não só enquanto banda, mas de mim comigo mesmo foi bem caótico.

9-Qual foi o show mais marcante?
(Robson) Pra mim, foi uma apresentação que fizemos na UNESP de Presidente Prudente, um pocket show muito caloroso e que foi uma de nossas primeiras apresentações após o isolamento, onde o público foi maravilhoso e caloroso, cantando e dançando conosco.
(Zé) Não tenho UM favorito, mas acho que os últimos três ou quatro foram os melhores que já fizemos. Da nossa parte sinto que estamos mais maduros e conseguimos dar o nosso máximo, e isso vem refletindo no público, a energia que temos recebido tem sido importantíssima como Feedback, a gente pensa: “po, tamo no caminho”.
(Gui) Essa é difícil…mas acredito que esse da UNESP realmente foi um marco. A recepção, o feedback durante semanas até, o reconhecimento, a galera pedindo pra gente voltar. Tudo isso somado com o fato de ter sido o primeiro pós pandemia foi realmente marcante.

10-Qual a canção da banda que vocês mais gostam?
(Robson) Minha canção predileta é a “Passado”, que faz parte de nosso primeiro EP, em que tem um arranjo delicioso de se ouvir no formato power trio e não me canso de tocar nunca. Vale a pena ouvir com fones, inclusive.
(Zé) Acho q oiti (ou crissobalanaceae - não sei como escreve), talvez uma das músicas mais pracimescas que já ouvi na vida, e tem uma letra foda do Robs.

11-Quem é a principal inspiração de vocês pra banda?
(Robson) Eu acho difícil falar apenas um nome, pois estamos sempre ouvindo coisas diferentes e indicando novos sons um ao outro, o que nos faz absorver um pouquinho de tudo, digerindo e ressignificando. Mas se não tiver jeito: Mutantes.
(Zé) Vix… até o momento acho q já passou dos 5 dígitos. Mas se for pra um nome vai ter que ser HendriGil é isso.

12-Quais cantores ou bandas que mais gostam?
(Robson) Sem dúvidas, para mim, é o Paul McCartney, que tem uma facilidade incrível de criar canções deliciosas, e tem uma energia tocando e cantando ao vivo que é apaixonante.
(Zé) Acho q minha primeira referência foi a Cássia Eller, e continuo tendo ela nesse patamar. Incrível cantora, com uma facilidade para transformar qualquer canção em dela, simplesmente genial. Gosto também de Steve Ray Vaughan, Khruangbin, Alabama Shakes, Mild Life, Neil Young, Matt Corby… e mais.
(Gui) Eu sou muito influenciado pela galera do tropicalismo, dando ênfase ao Gil. Mas meu repertório de ouvinte é uma mistura maluca, sou o maior conhecedor de Raul Seixas que conheço, passando por toda galera do rock progressivo setentista, a inovação dos Beatles pós Rubber Soul, os malditos da MPB como Belchior e Sérgio Sampaio…Enfim, de tudo um pouco, mas hoje em dia estou buscando novas referências de bandas novas que tem surgido, como O Terno, Ana Frango Elétrico, Bala Desejo, Baiana System,etc…

13-Como a família reagiu ao saber que escolheram estar no mundo da música?
(Robson) Eu já venho de uma família musical, pois meu pai é guitarrista e trabalhou na música profissionalmente por anos, onde inclusive conheceu minha mãe, que era dançarina em banda de baile. Então, foi tudo muito natural.
(Zé) Em casa não tem profissionais da música mas praticamente todos tem uma conexão com a música. Aí não tive muita escolha mesmo. Foi bem tranquila a reação de todos, meio que: ah blz, vai lá tocar.
(Gui) Bom, minha mãe é meu maior suporte que tenho até hoje em relação a tudo, então o resto já dá para deduzir.

14-As músicas são os integrantes que compõem?
(Robson) Sim, geralmente escritas por mim e/ou pelo Zé, depois trabalhamos os três nos arranjos.
(Zé) Sim. Meio que individual na parte das letras, mas fazemos muito do resto juntos, parte de arranjos e tudo mais
(Gui) Concordo sem tirar uma vírgula deles hehehe

15-Qual canção as pessoas mais pedem nos shows?
(Robson) “Quase Lá”, que é uma de nossas primeiras canções autorais.
(Zé) Alguns amigos pedem muito “Passado”, mas acho que “Quase lá” tá bem páreo com ela.
(Gui) Ao meu ver “Passado”, afinal a galera curte uma sofrência. Mas ao mesmo tempo vejo pessoas pedindo muitas músicas que nem gravamos ainda, o que me deixa feliz também.

06-Um fato engraçado que ocorreu com a Banda?
(Robson) Além do bilhetinho hostil, achei muito engraçado quando tocamos em um show drive-in, em que tocamos literalmente para um estacionamento cheio de carros com faróis acesos e buzinas frenéticas.
(Zé) Tocar para carros. Era a circunstância mas não deixa de ser uma cena bem fora do comum.
(Gui) Fomos tocar em Londrina e o Robs passou mal com uma quantidade ínfima de cerveja.

17-Qual sonho vocês ainda pretendem realizar em relação a banda?
(Robson) Lolapalooza, aí vamos nós.
(Zé) Tocar em grandes palcos de tudo quanto lugar. E tocar com algumas referências nossas - sonho é sonho rs.
(Gui) Todos os palcos e festivais nacionais e internacionais possíveis, acredito que temos potencial de sobra para isso.

18-Quem dá mais trabalho na hora de se arrumar para os shows?
(Robson) O Zé, que é mais sossegado que um monge tibetano.
(Zé) Gosto de figurinos. Por mim tocava cada dia com um, por isso a demora.
(Gui) Eu, afinal tenho uma bateria para montar kkkkkk

19-Deixem uma mensagem para as pessoas que acompanham o trabalho de vocês.
(Gui) Não elejam Bolsonaro.


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